terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e Feliz Ano Novo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Touring Nacional - Bloc Party e os porquês...

Tava eu ali no meu quarto, tentando arrumar meus livros nesse primeiro dia de realmente 'ficar em casa' depois de tanto tempo... Aí limpa aqui, tira pó dali, decidi que a trilha sonora - pra variar - seria Bloc Party. Abri meu cd novo - que sim, tava ainda no plástico desde que comprei - e fiquei lá na vida de doméstica.
Aí resolvi pausar e vir, finalmente, escrever o post que eu tinha começado ontem e parei, de preguiça.

Tudo foi por causa deles. Tudo.

Minha passagem de volta pro Brasil tava marcada pro dia 15 de novembro, só que os rumores de vinda blocpartyana fortes de verdade começaram lá em julho, quando eu tava cavocando. A confirmação chegou entre agosto e setembro e eu lá, toda européia, comecei a ter verdadeiros faniquitos de ansiedade e nervosismo porque, né, esses porras resolveram confirmar Brasil quando eu NÃO estaria no Brasil.

Teve lá todo um assunto da tese também, datas e prazos, que sim, seria a justificativa ideal pra antecipar a volta. Mas a troca de passagem foi feita de verdade por causa da confirmação do Bloc: troquei o bilhete pra duas semanas antes da data original, pedi pra namorado comprar os ingressos pro show de SP e, num arroubo de doideira, comprei os ingressos pro Rio.
Simples assim.

E aí foi lindo, do começo ao fim.

Primeiro que eu cheguei no Brasil lá naquele dia 2, super feliz da vida de voltar. Mas fiquei só quatro dias em casa porque me mandei de mala e cuia pra casa da Mila já que íamos tooodos juntos no show de SP.
No começo eu até imaginei que conseguiria ser jovem e atlética e paciente de chegar lá no lugar do festival - longe pra porra, aliás - umas quatro da tarde pra conseguir ver Supla. Nem tentei.
A gente acabou chegando mesmo no começo do show do Jesus, umas oito e pouca da noite, e a única música deles que eu saberia cantar tocou exatamente quando eu tava usando a casinha do lugar lá, um galpão gigante com milhares de casinhas químicas e azuis e toneladas de galhos de pinheiro no chão. Acho que pra 'perfumar', né?

Juro que me entediei de ficar de pé vendo Jesus, imagine se tivesse mesmo chegado às quatro da tarde como pensei.
Bom, daí intervalo e sei lá o que, e começa o show do Offspring!

Em 99 eu fui num show do Bad Religion, nesse esquema festival juventude esperança de chegar às duas da tarde pra esperar um show que só começaria às 22h, tomar chuva torrencial e ficar com fome e sede porque, né? água e comida em festival é *a* facada! Achei o maior desrespeito do Brasil Offspring ser a rainha da noite e fechar o festival depois de Bad Religion. Já naquela época eu tinha NOGO de Offspring, que tinha virado pop chiclete. Eu curto o Offspring 'das antigas', sabe? O que vem depois de Smash não presta, tirando uma ou outra coisa do Ixnay... Enfim, tudo isso pra dizer que, se em 99 quando eu ainda tinha uma memória remota do sucesso de Offspring eu já saí correndo do show tapando os ouvidos, o que é que eu ia fazer com Offspring totalmente deslocado num festival pseudo-indie-rock-inglês-sou-alternativo e tal???

Assistir, né?
Cantei todas as músicas que conhecia, pulei e tudo mais. Foi até divertido, apesar do novo corte de cabelo do Dexter...


Jon Bon Jovi, Kiko do KLB??? Não, o cara do Offspring, punk pra caralho!
Foto de Silvio Tanaka



Depois de Offspring seria Bloc e foi mais ou menos no momento em que tooodos os fãs de Offspring começaram a sair e o palco ser arrumado, e eu me lançar lá pra frentona, que meu estômago começou a doer.
Sabe adolescente? Sabe quando a gente quer conhecer a Xuxa e fica completamente cheio de borboletas no estômago? Sabe dia de chamada oral surpresa? Ou quando você vê seu amor platônico lááá longe e vomita?
Era esse meu estado durante o preparo do palco do Bloc. Total passa-mal. Era muita ansiedade, era meu show, eu troquei Paris por ele, minha gente!!!

Bem, começou.
Começou, e luzes, e som, e Kele, e letreiro, e música. E eu lá no meio duma garotadinha pós-adolescente, me empurrando nem sei pra quê, muito emotivada de ver a minha banda-do-coração-número-dois de perto. E bem perto, segundo minha concepção. Porque eu queria sim me espremer na grade, ia ser legal. Mas festival não me apetece assim, você mesmo perto tá longe, sempre tem um fosso, o palco é alto... enfim, de onde eu tava já estava bom. Eu via o Kele só um pouco menor do que ele é, então beleza. E telão tava massa, qualquer coisa era só olhar lá.


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Signs

Eu sei que foi lindo. Lindo, lindo de morrer. Mesmo o público estando morto, uma desgraçada duma menina ficar me empurrando o tempo todo e berrando desafinada as músicas que ela sabia, e eu ouvindo conversa dos coleguinhas do lado porque o som tava uma merda...
Eu pensei que seria seriamente arrebatada, que eu ia chorar, espernear, me rasgar toda. Não foi assim, foi só lindo, e pra mim, naquele momento, tinha sido tudo muito, muito bom.

A gente nem ia mesmo ver Kaiser Chiefs, mas ainda ouvimos umas três musiquinhas deles e, olha, tava divertido e o som infinitamente superior... Mas o objetivo era Bloc, e ele foi cumprido. E eu ganhei o selinho de fã-mais-indie de BP (dado pelo namorado, vá) porque eu era a ÚNICA num raio de vinte gentes paradas ao nosso redor que sabia cantar Better than heaven todinha!!!

Aí, voltamos do show muito de madrugada, dormimos só um pouquinho pra acordar cedo e pegar o busão pro Rio e começar toda a saga que eu contei ali no primeiro post do Rio.

Como o Brasil sabe, a gente viu um showzinho particular na frente do Circo Voador, durante a passagem de som da banda. Eu que me acovardei e preguicei de ficar ali na frente do lugar esperando a banda sair e arrastei Emi embora, mas depois eu fiquei sabendo que eles nem saíram do Circo, ficaram direto até o show da noite. Menos mal, pra num morrer de arrependimento de não ter dado uma de groupie louca e vomitado de emoção nos pés do Kele.

Pouco antes do show, encontramos a Duda, tomamos um suco e fomos trocar os ingressos.
Entramos no Circo Voador e me espantei: então era verdade, o lugar era mesmo minúsculo, o palco era baixinho, e eu ia ficar cheirando o tênis do Kele mesmo.

E foi exatamente assim. Nós três - Duda, Emi e eu - colamos no palco e só saímos um pouquinho de lá de onde estávamos por questões práticas: ficar colado no palco não rola porque você acaba não vendo direito, depois porque sempre tem aquela molecada de 1,90 m legal pra caralho que resolve ficar na sua frente. E tem sempre o imbecil-estrelinha-da-internet que vai no show pra filmar tudo e te dá aquele chega pra lá... Normal. Eu via o Kele, as espinhas e a barbinha de Kele, o Russell e seu cabelo belíssimo, o Matt e sua simpática performance e nem via o Gordon, o rei dos instrumentos que eu acho uó.
Tudo-muito-de-perto.


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Kele e sua cara de bonitinho, heh


E foi aquela doideira. De repente o show passou de 'o melhor show já feito na América do Sul' pro melhor show da VIDA! Eu juro pelo senhor, os caras se amarraram. Mais que o público, que tava insano, eu acredito que a banda - principalmente o Rei Kele - aprendeu definitivamente o lugar do Brasil no mapa mundi.
Foi incrível. Não dá nem pra descrever como foi incrível, mas foi. Foi som bom, público excelente, vocalista se jogando em todo mundo, baterista mandando baqueta pra todo mundo, público subindo no palco o tempo todo. Foi LINDO.

E, o Brasil também já sabe, eu fiz fom-fom no Kele.

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teve fomfom infinito de minha parte na seqüência dessa maluquice toda
eu ali no fomfom, Emi segurando Kele pela barriga e Dudex ali na frente. todo mundo muito feliz!
Foto de Marcelo Jhonas


Enfim, meus shows. Um show lindo e do coração e um outro absolutamente absurdo e incrível.
Valeu super a pena voltar mais cedo, pisar em terras cariocas... Valeu tudo! Espero que tenha mais desses na vida... se não tiver, bem, tudo bem. I carry it in my heart...





o putaqueupariu do fim resume tudo!

sábado, 22 de novembro de 2008

Touring Nacional - Rio de Janeiro (09.11 - 12.11) - PARTE 2

Essa frescurinha de 'por partes' é só porque o negócio fica gigantão mesmo, nada além.
Descobri depois como eu tirei pouquíssimas fotos dessa viagem... pelo menos me conformo com as lembranças... Tô poética.
Enfim.

Na verdade, no dia seguinte do show - dia 11 - a gente tava podre e não fez tão grandes coisas assim. Além disso, era meu aniversário, e eu devo dizer que eu GOSTO de fazer aniversário fora de casa. No Rio também tenho amigos, inclusive um montão de paulista que agora tá cariocando. Foi um bom aniversário, comi pizza e brigadeiro.

- Parte 2.1., 11.11

Após o megafantásticoincrívelcatárticofoderoso show, nós pegamos um taxi ali debaixo de nossos amigos os Arcos e fomos pra Pôla.
Eu já disse que a Pôla foi a nossa 'anfitriã em trânsito': ela tá trabalhando que nem louca, nem come nem dorme direito, tá maluca e tal. Como ela tá em época de fim de bimestre - sim, ela também é professora de história e, sim, nós nos conhecemos no Museu porque ela também é arqueóloga maluca - a gente acabou se vendo muito pouco nessa semana. Ela deu a chave da casa dela e deixou a gente super a vonts, estrangeiro no Rio de Janeiro.

O apê da Pôla é deverasmente bem localizado, perto de monte de coisa turística, comercial, metrozística e perto também de todos os coleguinhas que a gente encontrou por lá.
E a vista, né? Acabei de lembrar que a gente nem tirou uma fotona da vista da sacada da sala, que é tipos o mar lá, a baía de Guanabara e a ponte Rio-Niterói. A gente ficou ali besta, olhando.
Mas da vista do 'nosso' quarto a gente tirou. Vê só se não é massa:


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para quem de frente olha...

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para quem vira a cabeça para a direita...


Né?
Precisa falar muito não.

Bem, voltando de taxi, chegamos umas duas e pouca, com fome, roucos e completamente embasbacados por tudo aquilo que foi o show. Depois mais um embasbacamento pelo preço do taxi. Tipos que, além de tudo, dá pra pegar taxi no Rio, bandeira dois e pagar MUITO barato.
Gente, sou só eu ou vocês também tão achando que, tirando todos aqueles probleminhas que a gente sabe, o Rio é um belo lugar pra viver, hein?

Comemos e fomos dormir.
Terça feira a gente não existia. Dores no corpo, nos braços, nas pernas... nem levantamos cedo. Segunda feira tinha sido intensa demais e a gente decidiu que tudo bem perder uma manhã turística.
Almoçamos um pouco de nossa marmita do nordeste e fomos até o Catete. A Biazuda, o Lux e a Cookie são basicamente vizinhos de Pôla. Aquele meu guia do Rio divide a cidade em regiões e, se não me engano, o Catete fica numa outra página. Pôla tá em Flamengo/Laranjeiras.
Nessas de mudar de páginas a gente perde a referência. Pensamos de ir na Bia após irmos no Palácio do Catete e, na nossa pequena cabeça turística, isso envolveria mais um metrô.
Nada, a rua da Biazuda no Catete é a rua paralela da Pôla em Laranjeiras!!! A pé, em cinco minutos, chegamos na Bia, conhecemos seu apê, conheci minha sobrinha Cookie e a gente ainda foi pro Palácio... assim, tudo muito, muito perto.

Mas a gente chegou meio tarde pra entrar no Museu. Daí a gente resolveu sair por ali pra ir num outro troço pseudo-museosístico, onde a gente ia encontrar mais coleguinhas. No meio do caminho paramos no Museu do Folclore. Atenção povo do meu Brasil: esse foi um dos Museus mais lindos que eu já vi. O espaço, a coleção, o 'clima', é tudo muito, muito xuxu. E lá os funcionários são uma graça! Vale muito à pena. Ah sim, e é de grátis. Por favor, aproveitem!

Bem, saímos do Museu em direção ali do Oi num sei das quantas, o lugar mais gelado do Brasil, onde encontramos Marilia, Lux, Cybele e Mario. De lá fomos pra uma pizzaria - segundo Marília, a pizzaria mais podre do Rio. Fato é que tem umas pizzas com combinações assustadoras, mas a pizza nem é essa ruindade toda. A questão é que a gente não tá em São Paulo, né Brasil, e no Rio não vai mesmo ter pizza equivalente, ou mais sinceramente, boa de verdade.
Mas a gente comeu as pizzas, tava gostoso e depois fomos em direção ao Café Lamas, que tava no meu guia e que a Pôla disse ter o brigadeiro mais mais do mundo.

Fechamos a noite sem 'Parabéns pra você', o que foi bem legal pro meu dia-de-aniversário-passando-dos-trinta-no-Rio de Janeiro.

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Lux, Bia, Cookie no sling, Marília, Pôla e Cláudio no celux, direto dos Stêites.
Emi e eu, no CaféLamas
todo mundo já tinha devorado os brigadeiros :)




- Parte 2.2., 12.11

No nosso último dia de Riiiio, nós acordamos cedo e saímos cedo com a Pôla em direção ao Jardim Botânico.
Adorei passear lá nas plantinhas do Imperador, mesmo com o choque inicial de ter que pagar cincão pra olhar mato. Depois eu achei é bom ter bilhete de entrada mesmo porque o lugar é super bem cuidado, os funcionários são fofos e tudo o mais é muito fofinho.
Visitei ali alguma-coisa-arqueológica (Casa dos Pilões - muito legal porque a escavação tá preservada no casarão; você passa numa plataforminha e olha por cima todas as fundações - algo que eu acho que todo o sítio arqueológico deveria fazer pra preservar o trabalho do pobre arqueólogo, beijos, Delos).
Mas minha vibe turística tava caída já e não fiz fotos. :/
Uma das poucas que fiz foi das plantinhas...

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os palmeirão do Imperador. bonitos. beeeem bonitos

Andamos o Jardim todo, vimos macaquinhos e esquilinhos. Maior legal.
De lá, fomos procurar a Pôla pra voltar pra região do Catete, porque de quarta-feira o museu é de grátis, e a gente ia ver a exposição.
Resolvemos almoçar num KFC ali perto do Museu porque a gente nunca tinha comido lá e era toda uma vontade de comprar aqueles baldes de frango frito. Erro. Erro total. Passei mal até sexta feira, já em SP.

Bem, depois de mais um frustrante almoço, fomos no Palácio e entramos. A exposição nem é grande, mas o prédio é bonito, muito bonito. Gostei de ver lá onde presidentes ficavam comendo, assinando papel, sabe, e onde um deles se matou e essas coisas bem legais.
Só que eu saí caçando aqueles livrinhos de comentário porque eu queria reclamar. Não achei lá, então deixo aqui minha manifestação: diferente de muitos outros lugares (museu do folclore, jardim botânico, podrão do centro, mocinho que ajudou a gente achar a estação de bonde, mocinha do Circo Voador e garçon nordestino depois que virou nosso amigo), os funcionários do Palácio do Catete são um cu. Muito, muito adestrados a ponto de não deixarem você fazer sua visitação em paz. É toda hora mandando você passar pra lá, subir a escada, olhar esse espaço primeiro e depois aquele, não ir até ali porque não tem nada e ir pra saída rápido e por aqui, logo! Uma pressa, uma coisa desagradável, de deixar você bravo com o infeliz que só tá fazendo o trabalho dele e não com o responsável pelo treinamento, esse sim um mongo.
O lugar é lindo e não dá pra ver direito. Parabéns, Catete!

Mas era de graça, né, então beleza.

Na volta do museu passamos de novo na Biazuda, tomamos sorvete e fomos pra casa. Eu nem queria dormir porque depois eu não ia dormir no busão, né. Mas o frango foi uma bomba e a gente TEVE que descansar.
Encontramos a Pôla no fim da noite, tentamos comer um bolinho de bacalhau - na Adega Portugália a porção de 12 bolinhos custa trinta paus: super não recomendo. Acabamos num barzão de comida libanesa? turca? não me lembro, e comemos esfiha.

Nessa noite foi a primeira vez que eu vi algo assim, 'rio de janeiro'. No Largo do Machado, uns meninos de rua brigando com um cara, ameaçando, jogando coisa. Pra falar a verdade o cara tava ameaçando mais os meninos. A Pôla nem tava feliz com isso e pediu pra gente andar rápido, que tava feio o negócio.
Foi a única coisa mais 'hum' que eu vi. Mas já vi pior em São Paulo. E em Paris.

Enfim, foi isso.

Pegamos nosso busão rumo a SP meia noite e pouca - e tudo isso porque a gente TINHA que chegar em SP ainda em tempo de pegar a feirinha de livros da USP, hehe, porque senão, a gente ficava muito, muito mais no Rio.

Resumo da ópera: o Rio foi TUDO de bom. Tudo.
E eu saí de lá falando uma coisa pro Emi (eu repeti pra Pôla), pedindo segredo e jurando nunca mais repetir. Mas eu registro aqui: O Rio é lindo, cariocas são lindos e eu tô fazendo uma poupança Rio de Janeiro. Agora sou eu que quero voltar. Logo.



Glitter Photos
abençoa eles tudo, Jesus, com glitter!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Touring Nacional - Rio de Janeiro (09.11 - 12.11) - PARTE 1

Jesus, o que é essa vida nômade, não?
Mal cheguei em casa dia 2 e no dia 7 já estava eu de malinha nas costas... Claro que era tudo programado - aliás, tava tudo pronto desde setembro, quando ainda tava lá em Atenas. Mas enfim, chegaram os dias de ver os MEUS shows do ano.
Mas pra falar dos shows tenho que falar antes dos passeios. E esta primeira postagem - a de número 60 \o/ - é dedicada aos meus dias no Riiiiiio.

Quem me conhece pode até pular esse parágrafo. Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Rio. Talvez não com o Rio, mas com cariocas. Eu sou bairrista, veio nos genes, desculpe. Depois eu cometi um relacionamento com um carioca e aí a coisa desandou de vez. Já era piada velha eu não gostar do Rio há anos atrás quando fui algumas vezes pra lá nessa ondinha de namoro. Esse ano quando decidi ir, todo mundo riu da minha cara: "vocêêê vai pro Rio? PRO RIO? HAHAHAHA". Tipo isso.
Mas sim, eu ia. A banda ia tocar lá, num show solo e tal. A idéia era ir, chegar, ver o show e ir.
Mas aí pensei: "catzo; maior grana pra ir e voltar. Em vez de só ir e voltar vou fazer mais: FICAR! E comemorar aniversário ainda por cima".

Como já disse numa postagem aí, eu tenho amigos fodas. A amiga foda da vez foi a Pôla, minha carioca preferida que já não via há mais de um ano.
Graças à Pôla, rolou mais que um bate-e-volta. Cêis sabem, né, eu sou milionária, tava na Europa e tudo mais. Mas eu tava cansada dessa vida de luxo e decidi fazer uma experiência baixa-renda, pra mudar de ares. ¬¬
Pôla foi fundamental por providenciar a melhor estadia na cidade e 'de grátis'.

Daí, como eu sou uma ótima turista, eu comprei até guia! Serinho, comprei um guia CARÍSSIMO do Rio, mas que foi uma mão na roda pros passeios a pé; tem mapa, diquinha e tal.
A idéia toda era andar pelo Rio, ver o show, andar mais, aniversariar, ver uns amigos e voltar. Tava bom, né?

- Parte 1, 09/10.11

No domingo, quando a gente chegou após arrasadoras 7 horas de viagem, a Pôla foi pegar a gente na rodox. Daí demos a voltinha turística básica pelos litorais, paramos no Mirante do Leblon, tomamos uma caipirinha e fomos pra casa.
Na segunda cedo decidimos começar o turismo pelo Centro, indo no Camelódromo da Uruguaiana e dando uma volta pra ver o que era possível ver numa segunda. Me impressionei como tudo ali no Rio é perto. A gente pegou o metrô - que me encantou com sua vibe parisiense - e fomos andando ali pelo Centro.
O Centro é horroroso: cheio de muita, muita gente, muito barulho, muita gente, muita sujeira e um pouco mais de gente, gritando e vendendo qualquer tranqueira passível de ser vendida. Mas eu amei. Olha pra cima quando anda nas ruas: a arquitetura é linda, os casarões e casebretes são lindos. Pena que tem fio, placa, poluição, porquice em cima. Mas olhar além da sujeirada é uma boa experiência: é lindo!

Andando por lá, acabamos entrando no Real Gabinete de Leitura.

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*adendo: turismo de nerd é assim: biblioteca, museu, exposição e olhar cidade *

Coisa linda do Brasil, apesar que é só de olhar mesmo. Descobrimos lá uma coisa legal: no mês de novembro rola um evento "Música no Museu", e bem na hora que a gente foi lá, ia começar uma apresentação. Era de um moço-do-violão, que mandou benzão no virtuosismo. Emi ficou impressionado com o moço, e o que era pra ser 'uma olhadinha' virou mais de meia hora.
Achei finíssimo porque os eventos acontecem pelas horas de almoço. Qualquer alma pode sair do trabalho, da escola, passar uma horinha vendo algo e voltar pros afazeres. Não é o máximo?
Era uma segunda feira, meio dia e meia, e a salinha tava cheia.


De lá, continuamos a saga pelo centro, pra ir no CCBB, na Confeitaria Colombo e depois nos Museus todos. No fim, a única coisa que a gente conseguiu ver de verdade foram as igrejas - os locais que a gente entrava pra olhar o mapa. Soy loca de dar pinta de turista no meio da rua carioca? Má nem. Problema é que segunda é o dia que tudo tá fechado. Não rolou de entrar em nenhum museu, nem no CCBB, nada. Foi frustrante, mas a gente ainda tinha muita coisa pra fazer. E de fora os prédios também são bonitos.

Lá vamos para mais uma caminhadinha porque a idéia era subir pra Santa Teresa de bondinho e almoçar num tal Bar do Arnaudo, especializado em comida nordestina. Não perguntem, mas deu ganas de comer coisa do nordeste. Como a fome já tava apertando e até a gente ir pro bondinho e achar o tal bar ia levar um tempo, paramos num podrão no centro pra tomar um suco e segurar a onda até o almoço. Comi/bebi a coisa mais incrível do Rio, uma das coisas que sempre ficou na minha memória como A MELHOR coisa queo Rio produziu...

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o açaí sagrado. amém.

Daí andamos e tal e achamos a estação do bondinho. Lá fizemos amizadinha com um local que ajudou a gente a se encontrar nessa vida de bonde. Primeiro que na fila só tinha turista. É sempre bom lembrar que o bonde é um meio-de-transporte-para-os-moradores-trabalhadores cariocas, então o turista faz sua experiência antropológica com o pessoal local. Aí segundo nosso amiguinho local, os turistas vão lindos e sentados no bondinho e os locais 'na carona'. Na hora que a gente pegou o troço nem tava tão cheio, e tinha turista fazendo experiência de ir pendurado no bonde. Mas depois a gente viu o bonde funcionando como tem que funcionar e é um tal de sair correndo e se pendurar no negócio... Olha, medo. Medo profundo. Os turistas acham lúdico.

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Quando a gente passou na frente do tal bar, eu já quis saltar. Nem fizemos turismão de bonde, sabe. Descemos no lugar pra comer e pronto.
Sobre o almoço: ai, pra num deixar a postagem maior do que já tá ficando, só vou dizer uma coisa: "SOCORRO".
Por uma inexperiência de vida - não me perguntem - cagamos na escolha da comida e gastamos uma grana imensa e nem conseguimos comer. Não que não fosse bom - era ótimo. Mas era muito.

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esse foi o FIM do almoço


A comida que veio pra dois era fácil pra dez. Foi um disperdício tão grande que já na hora que a comida chegou na mesa eu entrei em depressão profunda. Enfim, triste, mas ok.
Depois da experiência bondística, resolvemos descer pra Lapa a pé, pelo caminho dos trilhos do bondinho. A idéia era achar o Circo Voador, local do show da noite.

A gente fez isso mesmo: descemos de marmita em punho pros Arcos da Lapa. Depois os coleguinhas disseram que o que fizemos foi perigosíssimo, que num pode não flanar naquelas ruas e tal. A gente foi e nem aconteceu nada, hein. Aliás, aconteceu sim! Aconteceu a coisa mais incrível da segunda - como se nossa segunda já não estivesse sendo boa.
Quando começamos uma descidona à la Ouro Preto, começamos a ouvir um som. Eu pensei 'olha, uma banda tá tocando'. Descendo mais uns passos eu colapsei: "meu deus, tão tocando Bloc Party, que gente legal e de bom gosto". Bastou um segundo pro meu cérebro deixar de putaria e pensar "CARALHO! A gente deve tar perto do Circo Voador e não é uma banda qualquer tocando Bloc. É O PRÓPRIO BLOC PARTY PASSANDO SOM, CARALHO!!!". E foi isso.
Depois da deprê nordestina, a gente viu por mais de uma hora a banda passando o som!

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"Letter to my son" primeiro pra mim, beijos


Um showzinho particular no final da tarde, com direito a tchauzinho do baterista, "Obreagado"
do vocalista e ouvida de música nova - tocada pela primeira vez num show ao vivo horas depois.

Enfim, conseguimos desgrudar do portão do Circo e fomos pra casa, a tempo de tomar banho, descansar meia hora e voltar pro lugar do show. Sobre o show eu falo logo mais que essa postagem tem quilometros e eu ainda nem comecei a parte 2. Heh.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Chegay!


Depois de umas onze ou doze horas de vôo, de um norueguês imenso dormindo na minha poltrona ao lado e, claro, pegando boa parte do meu espaço, eu cheguei em São Paulo.

Chegueeeeei.



Horas de espera na esteira pra pegar mala. Sério, nunca vi TANTA mala assim. Demorou um século, mas eu consegui pegar. E fui pro desembarque toda feliz e preparada pra encontrar meus xuxus.



toda uma técnica de tirar foto, sem flash, empurrando carrinho com trocentos quilos de bagagem e muita, muita ansiedade.
Metade do Emi à esquerda , mãe segurando um livro de presente, pai de azul lá atrás com a câmera pra cima, e Mila de bolsinha branca


Daí, em casa, churras, família, distribuição de prêmios, chuva, cachorros e tudo. Maior bom. Pior que parece que eu nunca saí daqui, que as coisas congelaram no dia 1 de junho e dia 2 de novembro recomeçaram. Mas como é bom voltar pra casa, hein!!! :D
Semana começou bem legal com a promessa bundamento em força total: alugar mil filmes, ficar de bobeira na frente da TV, ficar fazedo fom-fom no namorado, comer mais, brincar com cachorros. Tá tudo sendo feito com sucesso total.

E eu tô feliz, tô em casa, esperando a coragem de arrumar a super-zona que eu fiz no quarto, comendo que nem sei lá o quê e olhando a cara das minhas mais lindas bobocas! E do meu boboca-mor, e da minha mãe, pai e ermã, todos lindos!!! Ai, ai.

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Ricoteira, a mais feliz. Cheguei, ela me ignorou porque o Emi tava junto e ela ama muito o Emi. Daí foi antes brincar com ele e depooois que foi falar comigo. Mas foi com emoção demais: pulou, pulou, pulou, me mordeu e conseguiu quebrar meu dente! Aê Ricota, tinha muita saudade mesmo.



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Batateira, a que imita as outras e não sabe muito bem o que fazer: uma fofinha. Ficou com aquela famosa cara de 'quê? que que tá acontecendo? também vou pular!' e me lambeu um monte.



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Clarabóia, a mais linda do Brasil: tá linda, cabeluda, riu pra mim, correu, gritou, mas não lembro se fez xixi-amigo. Mas tirar foto, ela não gosta não. Fiz massagem de cachorro nela e ela ficou toda contente. Depois foi dormir porque, né?, ser linda demais cansa.


Happy, happy, joy, joy.
Ah! Touring não acabou, hein... Mas acho que vai ser atualizado com menAs freqüência. Beijo pra quem passa e passou por aqui. Foi legal, vá...

sábado, 1 de novembro de 2008

Ok, último dia. Daqui a três-horas-e-quarenta-e-cinco-minutos meu carrinho vem me buscar em casa e eu vou pro Charles de Gaulle. E espero lá um tempão e saio daqui às 23h15.
Eu-SAIO-daqui, Air France. Nada de overbooking nem pra vc nem pra mim.

E amanhã, oito horas da manhã, eu chego no país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza. Legal!

Beijos. Até lá. Touring não morreu...

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Updêitando o último dia:


Então que eu fui dar minha última voltinha parisiense.
Assim, amanhã eu fico aqui atéééé de noite, mas pra todos os efeitos, hoje foi meu último dia de turista, de cidadã, de carte orange.
De manhã eu cheguei a sair, mas porque a Dona Rochê precisava muito arrumar aqui já que amanhã rola toda uma mudança de quarto, de gente que chega, de gente que sai. Então pra ela trabalhar em paz, eu fui passear. Passei na Notre Dame, dei rolê na St. Michel, fiquei olhando toooodas as lojinhas de presentinho, de lencinho, de cachecol, tudo.
Aí andei demais, me deu dor na costa e eu voltei. Aliás, eu tava já com dor porque hoje eu arrumei minhas malas. A quantia de papel é impressionante e ficou tudo tão pesaaaado.
Enfim...

Bem, pelas sete e pouco eu saí com o Gilbs. Ele tinha já me convidado nessa semana pra jantar, porque era a minha última semana e tal... Aí eu dei uma idéia pra ele: normalmente a gente super se ferra quando resolve comer fora em Paris. Paris não é das mais baratas e mesmo quando a gente acha restaurante com 'formule', sempre acaba dando algum desgosto. Ou a comida não é boa, ou ela não vale aquele valor, ou o restaurante é fedido... Aí eu disse: vamos no crepe? Nosso crepe baixa-renda, o melhor de Paris.
E foi assim nosso jantar: nosso DEUS NO CREPE (sim, ovo, queijo e presunto) e, de sobremesa, algo mais francês, mais chique, mais Marie Antoinette... MACARON!!!

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e nem era cincão \o/

Eu sabia da lojinha já, sabia que ela era *o* point dos macarons. Mas eu tinha lá meus receios de terceiro mundista, de pagar cinco conto por um docinho que não seria mais incrível que meu genérico do mercado de 2,40, que já era bem bom.
Mas era último dia, era isso, era aquilo... Fomos no Ladurée pra comer o doce. É um xuxu de lugar, com os macarons mais bonitinhos e coloridinhos. E enfim, maior bom.
Não vou dizer que é dos deuses, não vou nem dizer que o genérico é muito ruim comparado, porque não é. Mas é bom, muito bom. E foi legal comer macaron de pistache no ventinho frio da frente do Arco do Triunfo.

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♥♥♥ o Arco, os macarons, o Gilbs e eu ♥♥♥

Por fim, fomos na torre.
Assim como minha última noite de Paris em 2006 eu fui pelo Trocadéro e vi ela lá bem bonita, dessa vez bem azul, bem brilhosa.
E pegamos ela na hora cheia, piscando, e aquele povo que tá lá gritando que nem torcida organizada quando ela acende.
Eu juro que eu si emociono. Adoro de montão.


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E foi isso. Andei, comi, olhei, passei, passeei, comi de novo, vi, vim, venci, haha.
Paris é isso pra mim. É de comer, de sentir. De viver!!!!!

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